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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

14/07/1841 - CIRCULAR DO SR. BAILLY


TRECHOS
A visita aos pobres; indispensável, e muito proveitosa para a alma dos visitantes.

Enfim, Senhor, eu não quero terminar esta carta sem vos dirigir uma última e instante súplica: Nunca desprezeis a visita aos pobres em seu domicílio. A visita aos
pobres em seus domicílios é o caráter distintivo das Conferências de São Vicente de Paulo: o Conselho tem mesmo exortado os presidentes das Conferências de Paris a visitar pessoalmente todas as famílias adotadas por suas respectivas Conferências, e a visitá-las de três em três meses, afim de lhes conhecer melhor as necessidades e certificar-se de que as visitas se fazem com regularidade. Entremos, pois, corajosamente nesses recintos, onde a pobreza é, muitas vezes, condenada a habitar; não nos contentemos de entrar, sentemo-nos na cadeira desconjuntada que nos for oferecida; conversemos com os pobres; esta conversa trará confiança, por ela conheceremos os seus males, todos os seus desejos e seus vícios, talvez. Dar-lhe-emos conselhos, com conhecimento de causa; obteremos que os filhos vão às escolas, às boas escolas, que se evite a vadiagem, procurando-lhes ensino profissional

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

14 de Julho de 1841. circular do sr. BILLY


Desejaria muito, Senhor e caro Confrade, assentar bem este principio de nossa existência; não para afrouxar os laços preciosos que nos unem, Deus tal não permita, mas para que as Conferências particulares se entreguem livremente ao progresso de suas obras; para que esse progresso seja bem conhecido, e será uma afirmação, a mais, para nós; que a caridade, e só ela, seja bastante poderosa para unir os homens e guiá-los ao bem.
Em outras condições, com uma organização mais regular, mais uniforme, mais forte na aparência e que, por conseguinte, o zelo de muitos de nossos irmãos poderia pretender realizar, parece-nos que a obra seria comprometida bem depressa pelo seu próprio desenvolvimento.
E agora, Senhor, apesar desta declaração, ou antes por causa desta mesma declaração, visto que não se pode entender que eu vos dirija outra coisa mais do que conselhos, cujo valor avaliareis, responderei a algumas questões que me têm sido dirigidas por parte de diversas Conferências.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CIRCULAR DO SR. BAILLY 01/dezembro 1842



O meio infalível de alcançar maior desenvolvimento, de continuarmos o bem que fazemos e ainda excedê-lo é confirmarmo-nos cada vez mais nesse espírito, que era o do nosso santo patrono, que ressumara de toda a sua vida e de todas as suas máximas, que presidiu nossa iniciação e que temos consignado, tanto quanto nos tem sido possível, nas considerações preliminares do Regulamento e até no próprio Regulamento, porque estas considerações são na verdade a regra que deve inspirar todas as determinações, pois, imprimindo a mesma direção, nos conserva na unidade, apesar da diversidade de meios e de usos que podem reclamar as várias localidades.
Estas curtas reflexões devem ser lidas e relidas muitas vezes e devemos meditar sobre elas com espírito de fé; não representam somente a palavra humana; são pelo menos a palavra do homem cujos discursos e cuja vida Deus sancionou pela glória do céu. Sabeis, Sr. e caro Confrade, que esses pensamentos foram extraídos dos escritos mais íntimos de São Vicente de Paulo, das regras formuladas, após longos anos de experiência, nas obras abençoadas que fundou, para lhes assegurar o progresso e a duração.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fundadores LE TAILLANDIER




Auguste Le Taillandier (1811-1886) Le Taillandier natural de Roma, veio para França com toda a sua família de tradicionalistas. Sua família veio para Paris onde concluiu estudos legais. Juntou Ozanam no d'histoire de Conférences como uma testemunha silenciosa virtual porque não participou nas discussões. Em 1833 disse a Ozanam que seria melhor para eles alguns trabalhos de caridade para melhor que se envolver em debates . Foi ativo na fundação da sociedade, além de outros trabalhos dando instruções religiosas aos aprendizes e visitar iniciais na conferência . Retornou a Roma, casou, e fundou uma conferência lá. Foi honrado com diversos títulos e homenagiado com honras para sua contribuição a sua comunidade.

sábado, 17 de outubro de 2009

TRECHOS DA CIRCULAR SR. LALLIER 1837




Consideramos, bem o sabeis, como uma de nossas principais obras a visita aos pobres. É, de alguma forma, condição de existência para nós. Acreditamos que um dos laços
mais fortes que nos podem unir a todos é o da comunhão de boas obras e resolvemos fazer algum bem às famílias necessitadas. Nosso Regulamento ocupa-se, em grande parte deste ponto, e nisso não devemos modificá-lo sem motivo grave. Caso as circunstâncias nos forçassem a fazê-lo, seria necessário substituir por outras obras de caridade aquela que adotamos de preferência. Assim procederam os membros da Conferência de Roma. Na impossibilidade em que os colocava a desconfiança dos habitantes, com respeito à visita ao domicilio das famílias pobres(Hoje as Conferências de Roma visitam os pobres em seu domicilio), resolveram ir aos hospitais consolar os enfermos e particularmente aos nossos compatriotas, que ai se achavam, algumas vezes, doentes e abandonados. Mas em França não existem tais dificuldades; pelo menos geralmente, a visita aos pobres pode ser adotada por todas as Conferências.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

TRECHOS DA CIRCULAR DE BAILLY 14/07/1841




Amemos as nossas regras: se as guardarmos fielmente, tenhamos fé que elas nos guardarão, e que guardarão a nossa obra. Esta fidelidade tem sido mantida, com efeito, da parte das Conferências e é a isto que, não duvidamos, devemos em grande parte os aumentos maravilhosos de nossa Sociedade e as bênçãos que Deus lhe concede.
Compenetremo-nos, Senhor e caro Confrade, cada vez mais do espírito da nossa obra; entreguemo-nos aos pobres, sem preferências de pessoas, sejamos sempre cheios de estima e deferência pelas outras instituições de caridade; conservemo-nos intimamente ligados a nossos pastores; não formemos senão um corpo e uma alma; que não haja, como não houve no passado, troca de palavras entre nós, discussões sobre precedências; não tenhamos outro partido senão o da caridade; não resvalemos às insignificâncias das questões de campanário.
É por este espírito de abnegação dos confrades entre si, das Conferências uma em face das outras, da Sociedade a respeito de todos; é por causa deste espírito verdadeiramente cristão, que não tem cessado de animar a associação, que ela merece a estima publica

domingo, 4 de outubro de 2009

Fundadores da SSVP Jules Devaux (1811-1880)


Jules Devaux (1811-1880) Devaux era natural da região de Norte da França e moveu-se para Paris em 1830 para terminar seus estudos médicos. Encontrou-se com Ozanam e seus amigos quando fêz parte das conferências de história e estudos. Estava nas reuniões desde a fundação e de uma da sociedade daquelas no grupo que aproximou Bailly para o conselho. Foi o primeiro tesoureiro da conferência. Estabeleciu-se em Norte após ter terminado seus estudos médicos em 1839. Mais tarde abandonou a prática médica e viajou a Alemanha onde tentou estabelecer a primeira conferência mas esta tentativa teve fracasso. Devaux, um membro discreto mas eficiente da sociedade, teria falecido em Paris 1880.