terça-feira, 20 de outubro de 2009

CIRCULAR DO SR. BAILLY 01/dezembro 1842



O meio infalível de alcançar maior desenvolvimento, de continuarmos o bem que fazemos e ainda excedê-lo é confirmarmo-nos cada vez mais nesse espírito, que era o do nosso santo patrono, que ressumara de toda a sua vida e de todas as suas máximas, que presidiu nossa iniciação e que temos consignado, tanto quanto nos tem sido possível, nas considerações preliminares do Regulamento e até no próprio Regulamento, porque estas considerações são na verdade a regra que deve inspirar todas as determinações, pois, imprimindo a mesma direção, nos conserva na unidade, apesar da diversidade de meios e de usos que podem reclamar as várias localidades.
Estas curtas reflexões devem ser lidas e relidas muitas vezes e devemos meditar sobre elas com espírito de fé; não representam somente a palavra humana; são pelo menos a palavra do homem cujos discursos e cuja vida Deus sancionou pela glória do céu. Sabeis, Sr. e caro Confrade, que esses pensamentos foram extraídos dos escritos mais íntimos de São Vicente de Paulo, das regras formuladas, após longos anos de experiência, nas obras abençoadas que fundou, para lhes assegurar o progresso e a duração.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fundadores LE TAILLANDIER




Auguste Le Taillandier (1811-1886) Le Taillandier natural de Roma, veio para França com toda a sua família de tradicionalistas. Sua família veio para Paris onde concluiu estudos legais. Juntou Ozanam no d'histoire de Conférences como uma testemunha silenciosa virtual porque não participou nas discussões. Em 1833 disse a Ozanam que seria melhor para eles alguns trabalhos de caridade para melhor que se envolver em debates . Foi ativo na fundação da sociedade, além de outros trabalhos dando instruções religiosas aos aprendizes e visitar iniciais na conferência . Retornou a Roma, casou, e fundou uma conferência lá. Foi honrado com diversos títulos e homenagiado com honras para sua contribuição a sua comunidade.

domingo, 18 de outubro de 2009

REGULAMENTO DE 1845



Foi, sem sombra de duvida, este caráter primitivo e fundamental da Sociedade de S. Vicente de Paulo que lhe deu forças e permitiu sua rápida difusão. Muitas vezes, quando alguns cristãos procuram reunir-se numa pequena localidade sob o pacifico pendão do nosso santo padroeiro, surgem logo algumas almas assustadiças que temem a concorrência desses forasteiros às instituições preexistentes, às irmãs de caridade, ao clero, às obras beneficentes. Os pobres, dizem logo, são socorridos fartamente; fazer mais por eles seria fazer demais, seria encorajar a preguiça, e, se não pretendem aumentar as esmolas, de que serve desperdiçar assim os recursos, com o risco de introduzir a confusão nas distribuições, onde antes reinava a mais perfeita ordem? Eis o que, nos primeiros dias de uma Conferência, muitas vezes se diz nas regiões isentas de miséria excessiva, parecendo, pois, ter certo fundamento. Mas se nossa finalidade consiste principalmente em fazer bem a nós mesmos, indo visitar os pobres, estas objeções caem por terra e somente resta, aos que nos temiam como rivais, o desejo de nos ver bem sucedidos. Todos os que desejam o bem, certamente hão de ver com bons olhos este espetáculo: homens de todas as classes, de todas as posições, de todas as idades, de todas as opiniões, reunidos pelos laços sagrados da fé, aprendendo a fazer o bem, sem o menor espirito de partidarismo, entrando no casebre do pobre, suportando as fortes impressões provocadas pelo quadro vivo da miséria e contribuindo assim para a difícil reconciliação do pobre com o rico, dos sofredores com os felizes deste mundo.

sábado, 17 de outubro de 2009

TRECHOS DA CIRCULAR SR. LALLIER 1837




Consideramos, bem o sabeis, como uma de nossas principais obras a visita aos pobres. É, de alguma forma, condição de existência para nós. Acreditamos que um dos laços
mais fortes que nos podem unir a todos é o da comunhão de boas obras e resolvemos fazer algum bem às famílias necessitadas. Nosso Regulamento ocupa-se, em grande parte deste ponto, e nisso não devemos modificá-lo sem motivo grave. Caso as circunstâncias nos forçassem a fazê-lo, seria necessário substituir por outras obras de caridade aquela que adotamos de preferência. Assim procederam os membros da Conferência de Roma. Na impossibilidade em que os colocava a desconfiança dos habitantes, com respeito à visita ao domicilio das famílias pobres(Hoje as Conferências de Roma visitam os pobres em seu domicilio), resolveram ir aos hospitais consolar os enfermos e particularmente aos nossos compatriotas, que ai se achavam, algumas vezes, doentes e abandonados. Mas em França não existem tais dificuldades; pelo menos geralmente, a visita aos pobres pode ser adotada por todas as Conferências.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

TRECHOS DA CIRCULAR DE BAILLY 14/07/1841




Amemos as nossas regras: se as guardarmos fielmente, tenhamos fé que elas nos guardarão, e que guardarão a nossa obra. Esta fidelidade tem sido mantida, com efeito, da parte das Conferências e é a isto que, não duvidamos, devemos em grande parte os aumentos maravilhosos de nossa Sociedade e as bênçãos que Deus lhe concede.
Compenetremo-nos, Senhor e caro Confrade, cada vez mais do espírito da nossa obra; entreguemo-nos aos pobres, sem preferências de pessoas, sejamos sempre cheios de estima e deferência pelas outras instituições de caridade; conservemo-nos intimamente ligados a nossos pastores; não formemos senão um corpo e uma alma; que não haja, como não houve no passado, troca de palavras entre nós, discussões sobre precedências; não tenhamos outro partido senão o da caridade; não resvalemos às insignificâncias das questões de campanário.
É por este espírito de abnegação dos confrades entre si, das Conferências uma em face das outras, da Sociedade a respeito de todos; é por causa deste espírito verdadeiramente cristão, que não tem cessado de animar a associação, que ela merece a estima publica

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Trechos escritos por Antônio Frederico Ozanam


A fé existe por toda parte, mas tíbia; a prática ainda é observada, mas muitas vezes sem critério. É necessário aclarar esta meia luz, reaquecer a tibieza; não se trata tanto de converter, mas de edificar. Católicos não nos faltam, será preciso fazê-los santos. E como fazer santos, sem que o sejamos? Como pregar aos infelizes uma designação, uma coragem que não possuímos? Como censurá-los, se nos achamos incursos na mesma censura? Eis, Senhores, a dificuldade principal de nossa posição; eis o que faz com que, no meio das famílias que visitamos, o silêncio nos fecha os lábios e a confusão invada nosso coração, porque nos sentimos atacados pelas mesmas enfermidades, e muitas vezes inferiores em virtude, àqueles que nos rodeiam; e reconhecemos, como São Vicente de Paulo, “que estes pobres de Jesus Cristo, são nossos senhores e nossos mestres, e que não merecemos prestar-lhes nossos pequenos serviços...”

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida


Foi em 1717 que, nas águas benditas do rio Paraíba, três pescadores encontraram a imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que viria a ser constituída Rainha e Padroeira do Brasil. Sua festa, atualmente celebrada no dia 12 de outubro, é desde 1988 feriado nacional. Não há brasileiro digno desse nome que não se comova profundamente ao ouvir as estrofes despretensiosas mas cheias de unção do velho hino mariano: "Viva a Mãe de Deus e nossa / Sem pecado concebida / Viva a Virgem Imaculada / A Senhora Aparecida".