quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Presidente sr. Gossin

As Conferências não fazem concorrência a outras obras de caridade.
Resta-nos ainda responder a uma objeção mais de uma vez formulada. Conferências nascentes acreditam, às vezes, que, se
empreenderem a visita ao pobre, farão concorrência a associações anteriormente constituídas para esse fim ou aos departamentos de beneficência. Puro engano. Quando contemplamos o pequeno benefício que conseguimos realizar, mesmo nas Conferências mais florescentes, e o comparamos com as esmolas distribuídas por mãos mais poderosas e ricas que as nossas, o único pensamento que pode entrar em nossas almas, sem com isso amargurá-las, é o de nossa inferioridade. A maior parte das Conferências adota algumas famílias, duas ou três, por confrade, no máximo, em circunscrição onde são numerosos os indigentes; que mesquinha, proporção! Ninguém, portanto, pode imaginar que se pretenda concorrer com as obras já estabelecidas; aos olhos de todos revela-se nosso propósito de alcançar as graças inerentes à visita ao pobre e de cumprir um dever de caridade. Haverá porventura o receio de que nossas esmolas caibam a quem já é socorrido por outras instituições. Não; sua insignificância dispensa o cuidado da acumulação de nossos vales com socorros, mais abundantes, vindos ou esperados de outrem. Nosso concurso será sempre pequeno e despercebido: saibamos aumentar-lhe o mérito com a perfeição em realizá-lo.

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