terça-feira, 20 de abril de 2010

BREVE HISTÓRIA DE APARECIDA DO NORTE


Aparecida nasceu de um milagre, quando em 1717 os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves pescaram no rio Paraíba do Sul a imagem de uma Santa Negra.

Era época de pouca pesca, para servir um banquete ao governador de Minas Gerais e São Paulo, Dom Pedro Miguel de Almeida, que passava pela Vila de Guaratinguetá, os três pescadores lançaram sua rede ao rio. Primeiro, pescaram um corpo de imagem, sem cabeça, depois, ao jogarem novamente a rede, tiraram do rio a cabeça da imagem, que se encaixava perfeitamente ao corpo. A pesca milagrosa da imagem de Nossa Senhora Aparecida era um sinal de que esta cidade seria abençoada.

Aparecida, com seus 112Km², tem hoje (2005) cerca de 35 mil habitantes. Gente que vive do comércio movimentado pela fé daqueles que vêm agradecer ou pedir graças à Santa Padroeira do Brasil. Conhecida mundialmente, a Estância Turístico-Religiosa de Aparecida recebe anualmente milhões de pessoas, vindas de todos os campos do Brasil e exterior.
Entre as festas que movimentam a cidade estão a de São Benedito, que acontece uma semana após a Páscoa, e a de Nossa Senhora Aprecida, que acontece de 03 a 12 de Outubro, com uma novena festiva na Basílica Nova, movimentado toda a região do Vale Paraíba.
Em 1978, após o atentado que a reduziria a quase duzentos fragmentos, a imagem foi encaminhada ao professor Pietro Maria Bardi - na época diretor do Museu de Arte de São Paulo que a examinou, juntamente com o Dr. João Marinho, colecionador de imagens brasileiras. A imagem da Santa foi totalmente reconstituida pela artista plástica Maria Helena Chartuni, que na época era restauradora do Museu.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cartaz da Festa de São José

Conselho Central Padre Pelágio

Lá encontra-se Nossos Patrocínadores e o Novenário

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

10º Grandiosa Festa em Louvor à São José


Este ano a festa de São José do Conselho Particular São José (Finsocial) esta no seu décimo ano em sua caminhada de orações e ajuda ao próximo. A festa será realizada em 9 dias (novena de São José) 09, 11, 12, 14, 15, 16, 18, 19 e 21 de Março e Contamos com sua Presença nas Casas.
Logo mais estaremos divulgando os locais e nossos amigos Parceiros que irão patrocinar a 10ª Novena de São José.

São José (hebraico יוֹסֵף) foi, segundo a religião cristã, o marido de Maria, a mãe de Jesus de Nazaré e, assim, o pai adotivo de Jesus putativus (o putativo pai ou pater como o léxico tradicional, que tem dado o pseudônimo Pepe, tendo ambas as iniciais, para as pessoas com esse nome em espanhol). Ele era carpinteiro de profissão, uma profissão que ele ensinou seu filho e de origem humilde, embora as genealogias em Mateus 1:1-17 e Lucas 3:23-38, que são descendentes do rei Davi. Ele ignora a data da morte (tradicionalmente aceito que Jesus tinha morrido quando mais de 12 anos), mas não está presente na história do Evangelho da pregação

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A participação popular e os direitos políticos


Após a Independência em 1822, o Brasil Império escolhia os seus representantes pelo modelo tão conhecido como “voto censitário”. Consistia na participação de uma pequena parcela da sociedade que apresentasse comprovante de renda. E, ainda concorria aos cargos aqueles que atestavam volume maior de renda.

Já na Republica, o voto fora desvinculado da participação censitária, e com a Lei Saraiva de 1881, o criterio de participação eleitoral era a alfabetização. Em um país, no qual, os investimentos em educação eram quase intangíveis à população, a existência de pessoas com recursos era maior do que as letradas. Percebe-se aí que era bem menos a participação popular para eleição de seus dirigentes.

Somente em 1932 no governo de Getúlio Vargas que o Código Eleitoral permitiu a participação feminina nas urnas. Não obstante , mesmo com a ampliação feminina no processo, a maioria das pessoas naquele período não tivera acesso a educação formal.

Com as dificuldades oriundas dos governos pós-Vargas,uma delas a instabilidade financeira, o país passou por um profundo retrocesso dos direitos políticos. E no Governo de João Goulart concretizaria o Golpe de 64 e com isso, uma série de violações aos diretos cívicos e políticos da sociedade brasileira. Os partidos estavam suspensos, representantes públicos, artistas e tantos outros foram cassados, perseguição e outras séries de calamidades foram instaladas, fruto de um Estado extremamente centralista e anti-democrático.

Em 1979, a partir de várias tentativas setoriais da Igreja, movimentos trabalhistas, estudantis, artistas, jornalistas, etc, houve uma reconquista dos direitos políticos perdidos.

Houve o tempo do “bipartidarmismo artificial” entre MDB e ARENA .Como conseqüência, surgiu o Movimento Diretas Já, promovida pelo deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MT) no ano de 1983, que exigia a participação popular na eleição do Presidente da República, como consolidação das idéias democráticas.

Em Goiânia, mais de 300 mil pessoas se mobilizaram na Praça Cívica a favor da PEC “Dante Oliveira” como fora conhecida. Mesmo com a rejeição à emenda causada por manobras do Governo Central, o país consolida uma consciência universal da necessidade da democratização, na participação popular por meio do voto direto.

Foi somente com a Constituição de 1988 que o desejo expressivo dos brasileiros seria concretizado.

Adquirimos o direito ao voto direto para eleição de nossos dirigentes. Para um país que sustentava índices de analfabetismo altíssimos, e hoje, mesmo com as mudanças promovidas pelos Governos atuais e principalmente de nosso companheiro Lula da Silva, o direito ao voto contrasta com a falta de clareza política da maioria de nossos cidadãos.

Será que a indiferença da maioria de nossa sociedade para com a República é resultante da formação de tantos corruptos na política?

O direito ao voto não significa que temos hoje uma cultura política de participação popular e necessidade de instauramos as ferramentas garantidas pela constituição é um sinal de que há interesse de tal participação.

No entanto, não garantirá um resultado objetivo se não começarmos desde já a investir no núcleo mais fundamental da sociedade, que é a família e discutirmos sobre os assuntos referente a nossa sociedade.

Este ano de 2010 é um tempo favorável para iniciamos nossa reflexão sobre como tem andado nosso Estado e nosso País. Queremos, de fato, um projeto de continuidade que garanta estes direitos a participação popular efetivamente. Para isso, não devemos utilizar o voto para interesses particulares, mais de interesse coletivo, pois não cabe mais em nosso meio, “políticos” que defendem apenas seus próprios interesses ou os de uma classe organizada para tal. Temos que acabar com esse pensamento individualista e olharmos mais para nossa população que sofre com a falta de políticas públicas de inclusão, e principalmente de um sistema que faça essa parcela do povo ser “autônoma”, que ela própria seja capaz de gerir sua vida e não mais depender da benevolência ou caridade das pessoas.

Cabe aos bons políticos promoverem essa mudança sistêmica na forma de suas atuações tanto legislativas, tanto no exercício dos poderes Executivos.

Pense nisso. Exerça plenamente a sua cidadania.

Jeová Alcântara é vicentino, vice-presidente do Conselho Central de Goiânia da SSVP, mestre em Desenvolvimento e Planejamento territorial pela PUC-Goiás e membro da ONG Fazemos o Bem (www.fazemosobem.com.br)