terça-feira, 19 de maio de 2009

Santo Ivo


SANTO IVO
Ivo Helori de Kermantin nasceu em 17 de outubro de 1253 na antiga Bretanha-Francesa. Aos 14 anos, foi a Paris, onde cursou Filosofia e Teologia. Graduou-se também em Direito Civil e Direito Canônico. Era da ordem dos Franciscanos.
Ao regressar para a sua cidade-natal, Ivo aceitou ser juiz do Tribunal Eclesiástico da diocese de Rennes, corte esta que passava por momentos delicados.
Diante de muitas dificuldades, Ivo demonstrou espírito diplomático e conciliador. Através de sua imparcialidade e conhecimento jurídico, ele desfazia as inimizades e se tornava exemplo até para os que derrotados das cizânias.
Santo Ivo era conhecido como o defensor impertérrito dos necessitados, dos órfãos e das viúvas, ficando extremamente popular na sociedade como o "defensor dos pobres", título este que levou para o seu sacerdócio. É também reconhecido na sua biografia ocasião em que exercitou labor exaustivo para a construção de hospital público, de onde passou a tratar dos doentes com as próprias mãos.
Os anais hagiográficos relatam que, certa vez, Santo Ivo livrou uma mulher pobre da prisão, sob suspeita de roubo.
Era início de primavera quando chegou aos ouvidos de Santo Ivo que uma mulher acusada de roubo estava para ser julgada e poderia ficar perpetuamente na prisão. Santo Ivo, ao saber dessa informação, se dirigiu a prisão para conversar com a mulher e ajudar no necessário. Na conversa com a mulher, esta lhe contou que dois homens haviam dado uma mala repleta de ouro paraguardar e que só poderia ser devolvida na presença dos dois. Aconteceu que um dos homens usando de violência lhe obrigou a devolver a mala. O segundo homem ao encontrar a mulher perguntou-a sobre a mala e a mulher respondeu que o outro homem havia levado. Então, este homem carregou a mulher até a prisão e lhe acusou de roubo.
Santo Ivo, neste ínterim, lançou uma tese de defesa para a mulher e conseguiu demonstrar cabalmente que a mesma havia sido enganada por dois farsantes.
Outro fato costumeiramente narrado em sua hagiografia, dispõe que Santo Ivo ia pessoalmente aos castelos buscar os cavalos e carneiros dos pobres que não haviam pagado os impostos abusivos. Depois ele mesmo ia à presença dos aristocratas conseguir uma forma de parcelar essas dívidas.
Atualmente, um biógrafo seu escreveu: "Todos os demais títulos de Santo Ivo empalidecem diante de seu renome de magistrado íntegro e de sua fama de advogado. Por isso, os homens da lei de todos os países do mundo civilizado o adotaram como padroeiro e o veneram como modelo. Cada vez que Santo Ivo pressentia uma injustiça, seu coração se inflamava e sua oratória se tornava persuasiva. Nenhum processo lhe era difícil, quando se tratava de defender a verdade ameaçada pela má-fé".
No ano de 1992 a Ordem dos Advogados Portugueses reconheceu-o como o padroeiro dos Advogados portugueses.
Doze anos depois, com uma grande mobilização de advogados e um grande apoio do Conselho Distrital de Évora e da Delegação de Setúbal da Ordem dos Advogados, Santo Ivo teve uma imagem sua encomendada para os santeiros da região de Braga e foi colocada no Altar da Igreja de São Pedro de Palmeia.
A imagem é anualmente cultuada e honrada por advogados, juristase por todos que se sintam injustiçados e desapoiados. As cerimônias religiosas em sua homenagem ocorrem no terceiro domingo de maio ou no domingo mais próximo do dia 19 do mesmo mês.
Seu túmulo, em Tréguier, é visitado por multidões de fiéis que fazem vigílias de oração.
Uma de suas preciosas relíquias foi presenteada pelo bispo de Saint-Brieuc ao bispo de Santa Maria no Brasil e, certamente, é a única de nosso país.
Essa lembrança de Santo Ivo encontra-se na Capela Cripta do Santuário da Medianeira, que foi inaugurada em 19 de maio de 1986, se tornando um local de peregrinação. Atualmente, a relíquia é visitada diariamente por advogados de Santa Maria e do Estado do Rio Grande do Sul.
Nos Estados do Norte/Nordeste existem várias igrejas homenageando Santo Ivo.
Oração de Santo Ivo:
"Glorioso Santo Ivo, lírio da pureza, apóstolo da caridade e defensor intrépido da Justiça. Vós que, vendo nas leis humanas um reflexo da lei eterna, soubestes conjugar, maravilhosamente, os postulados da Justiça e o imperativo do amor Cristão, assiste, iluminai, fortalecei a classe jurista, os nossos juízes e advogados, os cultores e intérpretes do Direito, para que, os seus ensinamentos e decisões, jamais se afastem da equidade e da retidão. Amem eles a justiça, para que consolidem a paz; exerçam a caridade, para que reine a concórdia; defendam e amparem os fracos e desprotegidos, para que, propostos todos os interesses subalternos e toda sujeição de pessoas, façam triunfar a sabedoria da lei sobre as forças da Justiça e do mal. Olhai, também, para nós, glorioso Santo Ivo, que desejamos copiar vosso exemplo e imitar as vossas virtudes. Exercei, junto ao trono de DEUS, vossa missão de advogado e protetor nosso, a fim de que nossas preces sejam favoravelmente despachadas e sintamos os efeitos do vosso patrocínio."
Amém.
Que essas palavras cubram nosso ofício de advogado no mister de cooperar com a sociedade em busca intransigentemente da Justiça.
Fonte: Webartigos.com | Textos e artigos gratuitos, conteúdo livre para reprodução. 1

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Papa João I


João I foi um papa eleito em 13 de agosto de 523. Morreu em 18 de maio de 526. Nasceu na Toscana, Itália, em cerca de 470. Foi enviado a Constantinopla, em 525, a fim de tentar obter tolerância da parte do imperador Justiniano para os árabes. Obteve sucesso apenas parcial; e no decurso dessa missão foi aprisionado por Teodorico, que o havia enviado, em Ravena, Itália.

este artigo foi retirado da net

sábado, 16 de maio de 2009

Pacote dos biscoitos


Certo dia uma moça estava à espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto.
Como ela deveria esperar por muitas horas resolveu comprar um livro para matar o tempo.
Também comprou um pacote de biscoitos.
Então ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem.
Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.
Ela pensou para si: Mas que "cara de pau". Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse.
A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo à deixava tão indignada que ela não conseguia reagir.
Restava apenas um biscoito e ela pensou: O que será que o "abusado" vai fazer agora? Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.
Aquilo a deixou irada e bufando de raiva. Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque.
Quando sentou confortavelmente em seu assento, para surpresa dela o seu pacote de biscoito estava ainda intacto, dentro de sua bolsa.
Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela, e já não havia mais tempo para pedir desculpas.
O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, enquanto que ela tinha ficado muito transtornada.
Quantas vezes em nossa vida nós é que estamos comendo biscoitos dos outros, e não temos a consciência disso?

Pense com clareza:

° Há quem preceda de forma muito diferente da que você gostaria que fosse?
° Isso tira a sua calma e lhe dá a impressão de que ninguém gosta de você?

Mas raciocine mais um pouquinho:

° Não será um desejo seu de receber, de satisfazer-se preencher a si próprio o motivo desse estado de espírito?

Transforme-se.
° Busque mais dar do que receber (mas não esqueça, primeiramente, de se amar, consequentemente, amará aos outros também).

Você é capaz dessa mudança.

° Lembre-se:

Só podemos mudar o mundo a nossa volta, se a mudança começar antes por nós mesmos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fundadores da SSVP


Da esquerda para a direita:

Augusto Le Taillandier (1811-1886)

E. J. Baylli (1793-1861)

François Lallier (1814-1886)

Antônio Frederico Ozanam (1813-1853)

Jules Devaux (1811-1880)
Paul Lamache (1810-1892)

Félix Clavé (1811-1853)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Manhã de Louvor e Reunião do C.C. Pe Pelágio


No próximo domingo às 08:00 H(s) teremos mais uma manhã de Louvor no Salão Vicentino do Central no Setor M. do Sol.
Logo após, teremos a reunião do Conselho Central.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nossa senhora de Fátima

Primeira Aparição

Foi a 13 de maio de 1917, como se disse, quando Portugal via morrer seus filhos nos campos de batalha, em França. Três criancinhas apascentavam um pequeno rebanho de ovelhas na Cova da Iria.

A mais velha, Lúcia de Jesus, bastante alta e forte para os seus dez anos, fizera já a sua primeira comunhão. Os seus dois primos Francisco e Jacinta Marto tinham respectivamente nove e sete anos. Nenhuma sabia ler: pobres filhos da serra, alegre e despreocupado, brincavam alegres nesse dia de maio, enquanto as ovelhas pastavam pacificamente.

'A Imagem de N.Sra. de Fátima, venerada no Santuário do Sumaré, em São Paulo'.



Por volta do meio dia, Lúcia lembrou a reza do terço que tinham por costume todos os dias. Acabada a oração, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, quando, de repente, uma luz brilhante cortou rápido o céu. Julgando ter sido algum relâmpago, não obstante o céu sereno e desanuviado, a toda a pressa juntou o rebanho. Mas eis que novo clarão iluminou o espaço e as crianças notaram com espanto, em cima de uma pequena azinheira, uma Senhora de incomparável beleza toda resplandecente de luz. Parecia ter os seus 17 anos. Velava-lhe o semblante que leve sombra de tristeza e dor. Das mãos erguidas pendia um rosário de brancas pérolas. O vestido era também branco. Da fronte inclinada de que transparecia uma ternura infinda, descia um magnífico manto orlado de ouro até aos pés, que mal se viam sobre a nuvem luminosa. O conjunto da atitude e do trajar era digno e majestoso. Da aparição emanava um resplendor que o olhar mal podia suportar. O primeiro pensamento dos pastorinhos foi fugir. Mas a Senhora os deteve prometendo que não lhes faria mal algum. Deviam vir àquele lugar, sempre pelo meio dia a 13 de cada mês até outubro.

Logo que recuperou a fala, Lúcia perguntou se ela, o Francisco e a Jacinta iriam para o céu. A senhora respondeu que era preciso rezar o rosário.
Terminada a aparição, as crianças olharam-se estupefatas e Lúcia perguntou aos primos se haviam visto e ouvido alguma coisa. Que sim. Respondeu Jacinta sem hesitar. Francisco disse que tinha visto muito bem, mas nada ouvira.
Seguidamente Lúcia recomendou que nada dissessem para não passarem por mentirosos, nem fosse caso que lhes ralhassem ou batessem.
Mas os dois irmãos não puderam conter-se e disseram tudo. A mãe destes foi à casa dos pais da Lúcia para se informar ao certo do que acontecera.
Lúcia vendo, então, que tudo se sabia, contou com sinceridade ocorrido. Dentro de pouco o caso era objeto de todas as conversas.
Tirado do site- http://www.fatima.com.br

terça-feira, 12 de maio de 2009

São Pancrácio




Tudo o que pode haver de edificante na vida de um jovem, é encontrado na vida de Pancrácio, um dos mais gloriosos mártires do século quarto. Contava com apenas 14 anos quando rendeu a alma à Deus, recebendo a palma do martírio e elevado aos altares num grande exemplo de coragem, personalidade e fé na doutrina de Cristo Salvador.



Filho de pais nobres e ricos, era natural de Symnado, na Frígia. O pai, ocupava altas e honrosas posições no governo de Diocleciano, que muito o estimava e com sua amizade pessoal o distinguia. Mas, dando preferência à sua fé, seu pai pagou esta fidelidade com o martírio. Pancrácio não conheceu seu progenitor, tendo sido confiado à guarda de seu tio Dionísio que, apesar de pagão, educou seu sobrinho a quem devotava o mais terno amor paternal.



Passados alguns anos, mudou de domicílio, transferindo-se para Roma para proporcionar ao sobrinho a ocasião de relacionar-se com os mais exímios professores e membros da alta sociedade. Nessa ocasião , já ocorriam rumores de que o imperador Diocleciano tencionava exterminar o cristianismo, exigindo de seus súditos homenagens divinas à sua pessoa.



A pouca distância da vivenda de Dionísio, morava oculto o Papa Marcelino, hóspede de um cristão carpinteiro do palácio imperial. Observando a movimentação nesse local de homens e mulheres de todas as classes e investigando as razões, acabou descobrindo que no local havia reuniões secretas de cristãos devotos à verdadeira doutrina de Cristo. Dionísio, já fortemente inclinado ao cristianismo e Pancrácio, ouvindo muitas boas referências a respeito do Papa, nutriam ardente desejo de pessoalmente conhecer Sua Santidade. Certa noite dirigiram-se ao Porteiro que, desconfiado, relutou em deixá-los entrar, mas confessando que queriam conhecer a religião cristã, foram cordialmente recebidos pelo Papa. Durante dias consecutivos ouviram, em reuniões, as explicações da doutrina cristã, até que finalmente foram admitidos no Batismo e ao culto divino nas catacumbas.



Nesse ínterim, o imperador firma o decreto de perseguição aos cristãos. Em poucos dias registraram-se não só numerosos casos de prisão de fiéis, mas instrumentos de tortura e morte fizeram jorrar o sangue dos cristãos abundantemente. Dionísio, ao ver tais atrocidades, morreu num caloroso acesso, pois seu coração sensível não suportou ver o modo cruel de como os cristãos eram tratados. Seu pupilo e muito querido Pancrácio prometeu fidelidade absoluta da fé, embora isso implicasse em martírio.



Como Pancrácio era de natureza nobre, houve de se justificar diante do imperador, pois fora delatado como cristão. Antes de comparecer ao tribunal, pediu a bênção do Papa, que o animou e deu-lhe a santa Comunhão.



O imperador, apelando para a sua nobreza, usa de todos os meios persuadir o jovem menino, tentando convencer-lhe de que os cristãos o haviam enganado e que deveria voltar-se para suas origens e amar os deuses do imperador, caso contrário, justificaria com seu sangue o rigor das leis. Mas, Pancrácio, com timbre argentino de sua voz juvenil, respondeu: "imperador, enganai-vos em supor que me deixei iludir pelos cristãos. Só pela misericórdia de Deus cheguei ao conhecimento da Salvação. Sou menino de 14 anos apenas, mas saiba o senhor que Nosso Senhor Jesus Cristo reparte as suas graças não pela escala dos anos, mas segundo a sua bondade e sabedoria. Coragem e entendimento ele nos dá, para não ligarmos às ameaças dos imperadores maior importância que um fogo pintado. Exigis de mim, que preste adoração aos deuses e às deusas da vossa veneração. Ainda bem, que o sois melhor, que eles são". A tais palavras, o imperador as interpelou de insultuosas e atrevidas, ordenando sua imediata decapitação.



À terrível sentença, fez o semblante angélico do jovem se cobrir de santa alegria e prontamente Pancrácio se pôs à disposição do carrasco. Sem a menor relutância, entregou sua cabeça ao cutelo do algoz. Antes disso, proclamou: "Graças vos dou, ó Jesus, pelo dom da fé e pela honra de me terdes aceito entre os vossos servos".

Tirada do site: http://www.paginaoriente.com